
Cansada do desprezo do meio criativo, a Microsoft adorou saber que, num estudo da Universidade de Michigan, sua fonte
Arial foi considerada a mais legível. "Ciência é ciência", diz a nota desafiadora publicada no
site da Microsoft Typography. Na
reportagem do
mlive.com, a estudante de doutorado em Psicologia
Hyunjin Song, que conduziu a pesquisa, declara que "a fonte Arial é mais fácil de ser lida". A matéria não faz nenhuma referência ao estudo em si, nem aos critérios usados, nem aos resultados.
Já o artigo publicado no
site da Ross School of Business, da própria universidade, explica que o estudo procurou demonstrar que as pessoas associam a dificuldade de uma tarefa à forma como as instruções são apresentadas. Para provar isso, foi realizada uma experiência em que os participantes recebiam instruções escritas em várias fontes compostas no mesmo corpo. Em seguida eles deviam classificar as tarefas em níveis de dificuldade. A pesquisa concluiu que, em geral, as tarefas consideradas mais difíceis eram aquelas cujas instruções tinham sido compostas em fontes com menor grau de legibilidade. Um dos estudos apresentava instruções para um exercício físico composta em
Arial para um grupo, e em
Brush Script MT 12 para outro. O grupo da
Arial achou mais fácil incorporar o exercício em sua rotina diária.
Então a
Arial ganhar da
Brush Script é motivo de orgulho para a Microsoft? É como colocar um cavalo ao lado de um cachorro e perguntar qual é a melhor montaria. Agora, colocar a
Arial ao lado da
Franklin Gothic, por exemplo, é comparar um pangaré a um puro sangue árabe...